fbpx
NA COMPRA DE 2 PARES OU MAIS GANHE FRETE GRÁTIS**
#Blog

Adaptação escolar do bebê: hora de deixar na creche

bebes brincando
Adaptação escolar dos bebês: aprendem a socializar, a dividir atenção e objetos, etc.

O bebê nasceu, ressignificou todos os conceitos de vida, família e amor, te encheu de novas atribuições e responsabilidades, ficou completamente conectado com você e, de repente… chegou a hora de voltar ao trabalho. E agora? Babá, creche, avós… como passar pela adaptação escolar do bebê da maneira menos dolorida para todo mundo?

A adaptação de bebês é um processo complexo, gradual e altamente estressante, pois implica mudanças na vida e rotina de todos os envolvidos e o sucesso deste período depende do estabelecimento de vínculos afetivos entre bebê, pais e educadoras. A forma como o período de adaptação é sentido e vivenciado pelas pessoas envolvidas influencia e também é influenciada pelas reações demonstradas pelas crianças.

Cada criança é única e possui suas individualidades, por isso o processo de adaptação é um desafio constante, pois cada criança demonstra suas características e necessidades de modos variados e são essas manifestações que norteiam esse processo e direcionam a prática pedagógica da escolinha.

Não existe solução perfeita como nada nessa vida, todas as opções tem lados positivos e negativos, e, para te apoiar nesse momento difícil de escolhas e decisões, escrevemos esse artigo para discutir vários pontos que envolvem essa primeira separação na rotina do bebê com a mãe. Mas não se preocupe e não se culpe, é um momento importante para você e seu filho.

Babá, vó ou berçário?

Cada um tem seus prós e contras e toda escolha será benéfica para a relação futura do bebê e da mãe se houver carinho entre as pessoas envolvidas. Se tem a possibilidade de ter uma babá ou deixar aos cuidados da avó, o bebê será cuidado a todo momento por elas, mas, por outro lado terá menos contato com outras pessoas, outras crianças. Com a vó tem ainda o benefício de receber todo amor do mundo mas, talvez a vó não tem toda a energia para acompanhar o bebê durante suas descobertas, dando oportunidade de se desenvolver plenamente.

No mundo ideal, teríamos creches gratuitas e de qualidade para todos. Assim, talvez poderíamos voltar trabalhar mais tranquilas. Mas, não é nossa realidade.

Das opções disponíveis, os pediatras recomendam o berçário pois a cada dia mais os profissionais estão se capacitando para estimular o desenvolvimento da criança além de saber a maneira correta de socorrer em caso de emergência. Além disso tem as outras crianças e também uma circulação maior de pessoas favorecendo a socialização.

Por outro lado, a escolinha deixa a criança mais exposta e essa exposição pode aumentar as chances de ocorrer viroses, resfriados e etc. Mais gente, mais proliferação de vírus e bactérias. Mas, se foram vacinadas contra doenças graves, as outras infecções são contornáveis.

Creche perto de casa ou do trabalho?

O ideal seria que todo trabalho tivesse berçário. Mas isso é bem raro né? Se você tem essa opção, sinta-se privilegiada, você pode ir e voltar junto com a criança, sair para amamentar e ficar com o filho na hora do almoço, por exemplo.

Como a grande maioria não tem essa opção, escolha uma creche o mais perto do trabalho para que você possa levar e buscar, passar lá no meio do dia para amamentar se necessário ou ver a criança se ela estiver sentindo muito a sua falta.

Se prepare para não estar presente

Preparar a criança para frequentar a escolinha e passar pelo período de adaptação escolar sem traumas é importante. Recomenda-se que, semanas antes do início da escolinha, a mãe ou o cuidador principal, vá se ausentando aos poucos deixando o pequeno com outras pessoas de sua confiança para que a criança entenda que você pode se afastar, que tudo ficará bem e que você irá voltar. Por exemplo, deixe seu filho brincar com outras pessoas ou, se possível, leve-o para a casa da avó ou da tia e vá fazer algo de que goste. Assim, vocês dois irão treinando ficar longe um do outro por um período.

Talvez você sinta a dor da separação mais do que seu filho e isso vai te causar tristeza. Por isso, esteja preparada(o) para lidar com esse sentimento ou, pelo menos, aceitá-lo. Sim, seu filho ficará bem sem você, ele ficará bem sozinho com outra pessoa. Você não precisa se sentir culpada por deixar seu filho com outra pessoa. Aliás, não deve. Sua angústia pode passar para ele, fazendo com que  se sinta abandonado.

Adaptação escolar do bebê

Despedir-se do filho na entrada da escola é um dos momentos mais difíceis na vida de uma mãe ou um pai. Se o filho vai para o berçário com poucos meses, a aflição é por deixar alguém tão pequeno e indefeso nos braços de um “estranho”.

Caso o seu filho ainda não ande, passe-o para o colo da professora com um beijo, mas sem muita enrolação, pois o bebê também sente a sua insegurança. Se ele já for maior, incentive-o a entrar na escola caminhando e levando a própria mochila. Agora, se é você que não consegue se controlar na hora do adeus, considere pedir para que outra pessoa leve seu filho para a escola durante alguns dias. Com o tempo, você estará mais tranquilo e poderá assumir a função outra vez.

O choro da criança na entrada da  escola pode acontecer e, com isso, a ansiedade dos pais ao longo do dia para saber se está tudo bem volta. Pensar em pequenas distrações para quando isso acontecer pode ajudar bastante. Sempre que bater a ansiedade mamãe/papai, que tal ouvir aquela música favorita? Ou até sair pra tomar um ar.

A criança precisa se sentir segura para que o processo de adaptação seja bem sucedido. E, só é possível se o adulto passar confiança (você tem que estar emocionalmente preparado – a criança percebe todas nossas emoções). Se os pais estiverem seguros, se explicarem ao bebê o que vai acontecer, se despedirem dele e, quando voltarem, mostrarem tranquilidade e compensarem a saudade de forma natural, essa transição acontecerá sem traumas para toda a família. Depois do trabalho, os pais/cuidadores devem se dedicar com exclusividade à criança por, pelo menos, uma hora. E para brincar, de preferência.

Mantenha o equilíbrio entre aconchego e firmeza

Prepare-se, porque as primeiras semanas de adaptação escolar do bebê deixarão a criança mais sensível. A mudança traz insegurança, medo, frustração, irritação, muitas vezes traduzidos pelo choro. Embora seja difícil ver tudo isso acontecer, pense que aprender a lidar com essas emoções é uma etapa importante do desenvolvimento. Blindar seu filho disso só o deixará frágil.

Quando o choro aparecer, o melhor é reforçar que a escola é importante, que o trabalho é importante, que você sabe que ele está sofrendo, mas acredita que ele vai conseguir superar. É difícil para a criança e para você, mas é necessário firmeza. Não se esqueça que o bebê precisará muito do seu colo e da sua paciência. Afinal, momentos de separação nunca são fáceis.

Atenção à rotina do bebê

A rotina é uma das percepções mais importantes para os pequenos. Quanto menorzinho o baby mais importante que a rotina dele seja o menos afetada possível.

A rotina proporciona conforto e segurança. Se um ambiente novo é introduzido em uma rotina já conhecida, o impacto percebido pelo bebê é bem menor. Para crianças um pouco mais crescidas, que já entendem melhor o que está acontecendo, o mais importante é envolvê-las em todos os processos, seja arrumar a mochila para levar a escolinha até separar o uniforme no dia anterior.

Participar dessas atividades junto com os pais faz com que a criança se sinta cuidada e, principalmente, parte de tudo isso.

Um pedacinho de casa

Imagina o primeiro dia de um bebê no berçário… não dá para dizer que, porque seu filho não fala, a adaptação será mais fácil. Até completar 9 meses, o bebê guarda as informações na mente por meio de registros emocionais – e uma experiência que não seja tranquila pode fazer com que ele tema a escola por muito tempo.

Levar itens que tenham o cheiro do quarto dele, por exemplo, vai confortá-lo: pode ser a naninha/cheirinho ou o brinquedo do berço, isso ajudará a criança a conectar com o novo ambiente trazendo o conforto e a segurança. Só não se esqueça de manter atenção especial ao comportamento do seu filho. Como ele não fala, você precisa se atentar para perceber se ele está se alimentando e dormindo bem, brincando normalmente ou se está com doenças respiratórias por exemplo. Esses são indicadores de que algo não vai bem. Caso isso aconteça, visite a escola para ver se estão mantendo a rotina e converse com a coordenação.

Diálogo próximo com a creche

É importante manter uma boa comunicação com a escolinha durante e depois do período de adaptação escolar do bebê. Dizer como é a rotina, o sono, a alimentação para que a criança veja o berçário como uma extensão da casa é importante. Isso deixa o ambiente mais familiar para a criança diminuindo as diferenças dessa nova experiência. O diálogo aberto entre família e escola é fundamental para que a criança se sinta segura, confiante, goste do ambiente, gere experiências positivas e queira voltar à escola.

Outra coisa importante: conheça e se envolva com a comunidade de pais e professores da escola. Conheça o ambiente, os responsáveis pelas crianças dentro da escola e fora dela. Afinal, não é somente o seu filho que precisará passar por adaptação.

Você também terá uma fase de integração com os pais dos outros bebês e professores – e é importante estabelecer esse vínculo logo no início. Participe das atividades propostas pela escolinha, procure ir aos eventos sociais, como aniversários dos coleguinhas, organize com outros pais passeios, como um piquenique no parque, por exemplo.

Comidinhas

Um dos grandes fantasmas na hora de voltar a trabalhar e deixar o bebê na escolinha é o desmame. Sabemos que o ideal é que a criança continue com o leite materno no mínimo até os 6 meses. Caso a mãe não consiga ir até o filho para amamentar nem consiga tirar o próprio leite, pode introduzir uma fórmula infantil própria para a idade nos horários em que a mãe não estiver ou não tiver possibilidade de ordenhar. Como recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, a alimentação deve ser iniciada quando a criança tiver com 6 meses, quando o sistema neurológico, muscular e digestivo estão preparados para receber outro alimento que não o leite.

As famílias devem passar as recomendações de alimentação claras ao berçário, o que a criança deve ou não comer, quando comer e como. Aliás, esse acompanhamento deve continuar mesmo depois do berçário. É importante saber o que as crianças comem na escola. Se são as mães que preparam esse lanche, também não devem descuidar. A merenda deve ser uma fruta, um pedaço de pão com queijo ou bolo caseiro (sem cobertura e sem recheio), um suco natural, etc. Se o lanche é preparado na escola, fique de olho. O objetivo do lanche é agradar  aos pais mais que as crianças.

Quais roupas e sapatos escolher

Busque peças confortáveis e que são facilmente colocadas. Busque deixar no mínimo 3 mudas de roupas caso algo ocorra. Opte por peças de algodão e não muito grande nem muito justa. Os calçados precisam não atrapalhar o equilíbrio da criança, principalmente entre 1 e 2 anos.

Chinelos ou sandálias abertas são menos estáveis e podem provocar quedas, prefira calçados fechados para crianças que já andam ou só meinha para crianças que ainda não andam. Calçados podem auxiliar ou atrasar o desenvolvimento motor da criança. Calçado como o Noeh é um grande aliado das mães e das escolinhas, oferecendo mais segurança e equilíbrio na caminhada e evitando quedas.

Se precisar de avental para atividades que sujam, escolha usando os mesmo critérios de quando for comprar roupinhas ou sapatos: não extremamente do mesmo tamanho, e tampouco grande demais. Não esqueça que o crescimento é rápido e, portanto, o que lhe serve hoje pode já não servir em pouco tempo, mas tampouco crescem de um dia para o outro para usarem algo que não será confortável ou irá prejudicar os movimentos. Escolha peças que sejam confortáveis, nem justo demais nem muito grande.

Noeh
Conheça o melhor sapatinho para a primeira infância

Demonstre interesse

Se mostrar interessado pelo novo ambiente demonstra segurança à criança. Para isso, essa lista de alternativas à pergunta “Como foi a escola hoje?” é ótima. Mesmo que o bebê não saiba responder, perguntar o que aconteceu quando a mamãe ou o papai não estavam, faz naturalizar esse tempo distante.

Faça perguntas variadas. Se o baby for maiorzinho, faça mais perguntas sobre o tema que pareceu deixar seu pequeno mais animado ao responder. Uma coisa importante: preste bastante atenção às respostas evasivas ou quando a pergunta não tem resposta alguma. Aí podem estar os pontos problemáticos da experiência da criança na escola.

Se prometer, cumpra

A semana de adaptação escolar dos bebês e das crianças que nunca foram à escola é muito parecida na maioria delas. Os pais levam seus filhos por pequenos períodos de tempo, que ficam maiores conforme eles vão se acostumando com a ideia de estarem longe da família. Durante esse processo, é fundamental que a criança se sinta segura e perceba que está no meio de pessoas dignas de sua confiança. Mentir ou sair de fininho pode dificultar as coisas. Se você disser que estará esperando no pátio, faça exatamente isso. Os pais que não podem se ausentar do trabalho devem explicar ao chefe que estão passando por um momento delicado e pode ser que precisem sair às pressas em uma emergência.

Outro aspecto importante: mantenha sua palavra. Pode parecer algo óbvio, mas isso envolve atitudes bastante delicadas e a mudança de coisas que acreditamos fazer bem para a criança. Não se atrasar para buscar o filho na escola é uma dessas atitudes. Evitar também o “Eu já volto pra te buscar” na despedida é interessante; isso gera expectativas que podem ser diferentes do itinerário real. O tempo na vida da criança é diferente do tempo pra gente. O já volto pra ele pode deixar a entender que são minutos e não horas.

O que não fazer

Terminamos esse artigo com dicas valiosas da pediatra Dra. Beatriz Adriane sobre o que não fazer durante o período de adaptação escolar do bebê:

  • Largar a criança chorando ?;
  • Assim que o pequeno se distrair, sair correndo e ir embora;
  • Não ter paciência e comparar com outras crianças que já estão adaptadas;
  • Menosprezar os sentimentos e expressões dos pequenos.

 

Resumindo a adaptação escolar do bebê

A adaptação de bebês à escola é um processo complexo vinculado a fatores relacionados à criança, família e a escola. A forma com que esse processo será sentido e vivenciado por todos os envolvidos influencia e é influenciada na reação das crianças a esse processo.

Cada criança é única, cada família tem uma história e cada escola trabalha de uma forma e isso torna cada adaptação de cada criança sempre um novo desafio. Os sentimentos familiares em relação a essa separação, principalmente da mãe ou cuidador principal, refletem diretamente na atitude da criança. Portanto, é importante escolher bem a escola para que os educadores cuidem muito dessa nova relação.

Noeh, tecnologias para cuidar da vida!

 

Gostou? Deixe seu contato para receber artigos escritos pela Noeh!

 

 

Fonte:

UFRG_Fernanda Wulff: Adaptação de bebês à escola de educação infantil: implicações na sepração entre mãe e bebê

Revista crescer:  12 dicas para passar pela adaptação sem traumas

Pais e Filhos: Sem culpa de colocar cedo na creche

Huggies: O custo de colocar o bebê na creche

Leiturinha: 7 dicas para facilitar a adaptação escolar do seu pequeno

 

Cadastre-se e ganhe 5% em sua primeira compra