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Alergia da fralda: 3 dicas para prevenir e cuidar

By agosto 26, 2020maio 19th, 2021No Comments

A pele é o maior órgão do corpo humano e é a nossa proteção contra todos os tipos de agentes externos. Nos bebês, não é rara a queixa de que a pele está assada ou, ainda, que se encheu de fungos devido à umidade causada pelas fezes e pelo xixi. Nesse contexto, vale a pena levantar a hipótese de uma possível alergia da fralda.

Esse problema também é conhecido por dermatite de fralda, e depende muito da técnica de higiene usada na criança e dos produtos escolhidos para isso. Se por um lado a falta de higiene pode agravar problemas como a sinéquia e a fimose em bebês, por outro, o uso de cosméticos inadequados também pode agravar irritações.

O objetivo deste post é explicar o que é a alergia da fralda e apresentar 3 dicas para cuidar direitinho dela. Vem com a gente!

Conhecendo a alergia da fralda

Provavelmente você já apresentou alguma irritação na pele devido ao contato com uma roupa de determinado tecido, algum cosmético que você não tinha hábito de usar ou até pelo uso de bijuterias.

A alergia da fralda também é um tipo de dermatite de contato, isto é, uma reação inflamatória aguda da pele causada pelo contato com substâncias presentes na urina e nas fezes, que ficam retidas em fraldas úmidas.

Essa reação causa assaduras na pele, deixando-a vermelha e até roxinha. O aspecto das lesões, por sua vez, pode ser brilhante, descamativo, espesso ou até ulcerativo. A forma de apresentação, desta maneira, depende se a dermatite está em seu estágio leve, moderado ou grave. 

Para saber se é mesmo pertinente desconfiar de uma alergia da fralda, procure observar se as lesões pegam as partes convexas do corpinho do bebê, onde há contato com a fralda (face interna das coxas, glúteos e glande do pênis ou vulva). Diferentemente do que ocorre na infecção por Cândida, a dermatite de fraldas poupa as regiões de dobras, porque elas ficam escondidas do conteúdo fecal e urinário.

Nesse contexto, crianças até os dois anos são mais afetadas, claro, porque essa é a fase em que ainda não há controle dos esfíncteres. De maneira ainda mais precisa, o quadro costuma se exacerbar logo no segundo mês de vida.

As causas do problema

Para entender o porquê do problema aparecer, você precisa saber que as fezes são ricas em enzimas que vêm do pâncreas e em substâncias que são produzidas pelas bactérias do intestino. Quando em contato com a pele, elas aumentam a sua permeabilidade, favorecendo a penetração de outros agentes irritantes.

A urina, por outro lado, deixa a pele excessivamente úmida. Quando o xixi é recente, ele não causa problemas; quando ele fica em contato com a pele por mais de 18 horas, no entanto, uma irritaçãozinha é esperada.

Essa umidade somada ao atrito constante causa a dermatite de fraldas, porque a reação entre produtos da urina e das fezes muda o pH da pele e aumenta a sua vulnerabilidade.

Se o seu bebê está sofrendo desse mal, não se preocupe. Separamos, na sequência, 3 dicas essenciais para cuidar da dermatite de fraldas.

1. Fique de olho na alimentação

Achou que não íamos falar de mais benefícios da amamentação? Enganou-se mamãe, olha eles aqui de novo! O leite materno, que já protege o bebê contra tanta coisa, é também fator de proteção contra a dermatite de fraldas. Isso porque ele enriquece o trato gastrointestinal do bebê em um tipo de bactéria do tipo bacilos bífidos. 

Essas bactérias deixam as fezes mais ácidas, o que ajuda a regular a ação daquelas enzimas que causam permeabilidade da pele, lembra? Crianças amamentadas com os derivados do leite de vaca, no entanto, não têm a mesma sorte.

Esse tipo de leite causa colonização do intestino grosso por enterobactérias, que deixam as fezes alcalinas e abrem as portas para a ação de enzimas nocivas à pele.

2. Faça a higiene na medida certa

A escolha dos produtos que serão usados para a higiene cotidiana do bebê deve ser cuidadosa. Isso porque a barreira cutânea deles é frágil, e a absorção de determinadas substâncias químicas é potencialmente irritante. Dessa forma, escolha produtos que sejam capazes de remover resíduos gordurosos, urina, fezes, e que sigam as seguintes especificações:

  • livres de substâncias cáusticas;
  • pH ácido similar ao pH da pele;
  • isentos de cocoamidopropil e dimetilamina-7;
  • isentos de essências naturais de laranja, limão e tangerina;
  • não tóxicos em caso de absorção oral ou inalatória.

Nesse contexto, em uma simples busca pela internet você vai encontrar as mais diversas orientações sobre como limpar o bumbum do neném. Mas, a verdade é que essa é uma área de penumbra dentro da pediatria, havendo muitas controvérsias e opiniões distintas.

A maioria dos médicos, contudo, orienta que a limpeza seja feita apenas com água morna e algodão. Difícil é resistir à enorme diversidade de produtos no mercado, prometendo praticidade e fragrâncias gostosas, não é?

Sobre esse assunto, a literatura científica não condena o uso, por exemplo, de lenços umedecidos, mas adverte que alguns bebês apresentarão reações alérgicas no local de utilização.

Ademais, vale lembrar que esse tipo de produto oferece praticidade quando, na presença de fezes, não é possível realizar o enxágue abundante do produto usado para a limpeza. Nesse caso, escolha sempre lenços desenvolvidos com tecnologia moderna, com menos produtos químicos e, de preferência, sem perfume. 

3. Mantenha o bebê sequinho e protegido

A essa altura, você já deve estar se perguntando quantas trocas de fralda por dia são ideais. A Sociedade Brasileira de Pediatria preconiza que 5 a 6 trocas diárias são suficientes.

Depois de limpar o bebê com as substâncias certas é importante deixá-lo bem sequinho, mas sem esfregar a pele, viu? Lembre-se que umidade e atrito são justamente os pilares da perda da barreira cutânea. Aqui, se for secar  com um paninho, procure usar panos de tecido natural, evite os sintéticos.

Junto a isso, aplique ainda cremes de barreira à base de óxido de zinco cada vez que for trocar o pequeno. Por serem bem oleosos, eles formam uma película protetora que não só reduz o atrito com a área de fralda, mas também limita a ação das enzimas e das substâncias irritativas. 

Uma alternativa a essas pomadas é o uso  de óleos de sementes, que também protegem e a aceleram a reepitelização (renovação/cicatrização da pele) . Você deve usar esses produtos de forma preventiva e não só quando começarem a aparecer sinais de irritação, combinado?

Nosso óleo de limpeza, por exemplo, é formulado com gergelim, tea tree (malaleuca) e vitamina E. Essas substâncias têm poder bactericidas e desinfetantes, que ajudam a limpar, proteger e reparar a pele delicada do bebê.

Atenção aos produtos de uso tópico

Finalmente, precisamos estar atentos a dois detalhes: o primeiro deles é que não é necessário remover completamente o creme de barreira a cada troca de fralda. Eles são difíceis de tirar e esfregar só vai servir para machucar mais ainda a pele. Assim, sempre faça movimentos de batidas suaves para remover produtos. 

O segundo é que existem hoje, no mercado, cremes que são associações com antifúngicos (nistatina), corticoides e antibióticos, como o famoso Nebacetin. Esses produtos não devem ser usados de rotina, mas apenas se houver indicação do pediatra em caso de infecção das lesões.

Isso se deve à possibilidade de agravamento da dermatite de contato, além de possuírem muitos efeitos colaterais. Associações com antifúngicos e antibióticos podem, por exemplo, induzir resistência de micróbios.

Já as associações com corticoides são ainda mais graves, porque sua potência é multiplicada pela oclusão causada pela fralda. Isso significa que o corticosteróide vai ser absorvido em maior quantidade. Como consequência, o bebê pode desenvolver Síndrome de Cushing, um quadro causado pelo excesso de cortisol. Cuidado!

Em suma: a higiene do bebê tem algumas peculiaridades, mas não deve se tornar um martírio para a mãe. Graças à s novas tecnologia, os produtos disponíveis são cada vez mais hipoalergênicos e adequados para o uso em bebês, basta ficar atenta às especificações que listamos aqui. 

Fora isso, fazer trocas mais frequentes, não promover atrito com a pele e usar cremes de barreiras são cuidados essenciais para evitar a alergia da fralda. E, fique atenta, além da pele, as fraldas também podem interferir na movimentação do bebê!

Veja aqui no nosso artigo o que atentar na hora de comprar fralda pensando no desenvolvimento motor da criança!

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Noeh, tecnologias para cuidar da vida!

Espero que tenham gostado! Se tiver dúvida é só perguntar!

Um abraço apertado, com carinho da Noeh

 

Referências

  1. Consenso de cuidado com a pele do recém-nascido. Sociedade Brasileira de Pediatria.
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