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Sinéquia vulvar e fimose em bebês: o que fazer?

By agosto 26, 2020agosto 29th, 2020No Comments

Se você chegou até aqui, existe uma grande chance de você estar desesperada. As mamães costumam descobrir a fusão dos lábios vaginais e a fimose em bebês durante o banho ou em uma troca de fraldas. Daí, saem correndo para o Doutor Google.

Nós entendemos o susto mas, recupere o fôlego mamãe! 

Até 96% dos meninos nascem com fimose, ou seja, esse é um dos diagnósticos mais comuns na pediatria. Sua evolução é benigna e pode não exigir nenhuma intervenção drástica. Já a sinéquia vulvar não é tão comum quanto a fimose, mas também pode desaparecer sozinha entre a infância e a puberdade.

Neste post, vamos explicar direitinho que pelinhas são essas e quais alternativas existem para removê-las. Vem com a gente!

A fimose em bebês 

A fimose é definida pela aderência da pele do prepúcio peniano, impedindo a exposição da glande. Não é difícil de entender: basicamente a pele que reveste o pênis por fora cobre toda a glande (a parte sensível, lá na ponta) de forma que não conseguimos vê-la.

O normal, no entanto, é que essa pele consiga ser retraída e que a glande consiga ser exposta para que não haja dor ao urinar. Contudo, se a pele do seu bebê não retrai, não há motivo para desespero. A maioria absoluta dos meninos nasce com uma fimose chamada fisiológica, que acaba se resolvendo sozinha ao longo da vida. 

O problema é que a não exposição da glande torna mais difícil a higienização do esmegma, uma secreção branquinha e pastosa que se acumula no pênis. Isso favorece o aparecimento de inflamações, infecções de repetição e irritação pela urina. Esses processos, por sua vez, podem criar um anel fibroso no prepúcio, impedindo definitivamente a exposição da glande. 

Como abordar a fimose em bebês?

Provavelmente você já ouviu a história de que é importante fazer um exercício/massagem de retração do prepúcio do bebê com os dedos, uma vez identificada a fimose primária. De fato, essa já foi uma recomendação, mas não é mais. Portanto, se alguém vier com esse palpite: sorria, agradeça e siga a recomendação do seu pediatra.

Hoje, não existe mais recomendação de ficar forçando a exposição da glande, porque isso pode causar parafimose. Trata-se de uma emergência médica em que o prepúcio é retraído excessivamente e não retorna à posição normal. Isso provoca estrangulamento do pênis, microtraumas e fibrose da pele. 

Nos primeiros dois anos de vida, portanto, basta a tração gentil e higienização da glande. Depois dessa idade, se não houver melhora, existem pomadas de corticoide e ceratolíticos — substâncias que destroem a queratina da pele — que podem ser usadas para fazer a fimose regredir.

Em alguns casos, a correção cirúrgica da fimose será necessária. Nesse caso, o procedimento se chama circuncisão e é indicado, por exemplo, quando há aderências mais graves, formação de cistos de esmegma ou quando o menino já é adolescente e ainda não houve resolução espontânea.

Para saber se será necessário fazer a cirurgia converse com seu médico. O procedimento é simples, tem baixo risco de complicações e ajuda a prevenir infecções recorrentes. 

Sinéquia vulvar ou fusão dos pequenos lábios

Uma forma didática de entender esse assunto é fazendo uma analogia, ainda que falha, com a fimose dos meninos. Tente pensar, portanto, que a sinéquia vulvar é como se fosse uma fimose, só que em bebês do sexo feminino. 

Na fusão labial, por sua vez, acontece a formação de uma membrana fina de pele que cola os pequenos lábios e obstrui totalmente ou parcialmente o acesso aos orifícios vaginais. A causa do problema pode ser a inflamação da pele, se as trocas de fraldas são infrequentes e se existe contato prolongado da genitália com a urina e com as fezes. 

Além disso, uso de sabonetes, outros agentes irritantes, traumas ou falta de estrogênio também são potenciais desencadeadores da sinéquia.

Essa condição pode passar despercebida, sem sintomas, ou causar retenção de urina na vagina, já que a pelinha acaba represando o xixi. Por isso, é preciso identificar e tratar a fusão dos lábios, porque ela pode causar vulvovaginites de repetição, infecções urinárias baixas e altas, coceira e dor ao urinar. 

Decerto, a maioria dos casos de fusão dos pequenos lábios acontece nos dois primeiros anos de vida do bebê, principalmente após 2 meses de vida, e a incidência diminui após 6 anos idade. Assim como a fimose em bebês, essa é uma condição benigna. A membrana que liga os lábios tende a desaparecer quando a menina chega à puberdade devido à ação do hormônio estrogênio.

E a sinéquia, como tratar?

No caso da fusão labial, a parte mais importante do tratamento é a higiene genital. A taxa de cura entre 1 ano e 1 ano e meio é elevadíssima, para isso, o papai e a mamãe devem seguir as seguintes recomendações: 

  • remover potenciais agentes irritantes usados na higiene íntima;
  • usar produtos de pH neutro;
  • evitar roupas apertadas e feitas em material sintético (preferir algodão e tecidos naturais);
  • trocas de fraldas mais frequentes com higiene íntima infantil pelo menos duas vezes por dia;
  • banhos de assento durante 10 a 15 minutos com água limpa e morna;
  • sempre remover acúmulo de sebo entre pregas labiais sempre na direção de frente para trás;
  • secar a vulva com toalha de algodão, sem esfregar;
  • meninas que já usam o banheiro sozinhas devem ser ensinadas a urinar com as pernas separadas e inclinando-se para a frente, a fim de reduzir a retenção de urina.

Assim como os meninos, as meninas também podem se beneficiar do uso de corticoides para ajudar a desmanchar a membrana de pele. Outra opção é o uso vaginal de pomadas de estrogênio durante algumas semanas. Tudo isso deve ser decidido em parceria com o pediatra, porque o uso dessas substâncias tem efeitos colaterais, entre eles, a puberdade precoce. 

Ufa! Não há motivo para desespero!

Pelo menos agora você já sabe que não precisa se preocupar tanto. Enquanto a fimose em bebês do sexo masculino promove o enclausuramento da glande pela pele do prepúcio, nas meninas, a sinéquia vulvar cria uma membrana fina de pele restringe a saída dos orifícios vaginais.

A boa notícia é que ambas são condições benignas e com grande potencial de regressão sem a necessidade de uma intervenção invasiva. A higiene, por sua vez, é o elo comum entre a aderência de pequenos lábios e a fimose em bebês do sexo masculino: faça trocas de fraldas frequentes e não se esqueça de usar sempre um algodãozinho úmido ou um lenço umedecido hipoalergênico para remover as sujeirinhas na genitália.

Se você gostou deste conteúdo, não deixe de conferir nosso post sobre o desfralde do bebê!

 

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Um abraço apertado, com carinho da Noeh

 

Referências

  1. Tempo de observação e resolução espontânea de fimose primária em crianças. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
  2. DIRETRIZES PARA A UROLOGIA PEDIÁTRICA (Atualização completa em fevereiro de 2012) S. Tekgül, H. Riedmiller, H.S. Dogan P. Hoebeke, R. Kovcara, J.M. Nijman, Chr. Radmayr, R. Stein
  3. Telessaúde RS. Qual o manejo da fimose em crianças?
  4. Labial Fusion in childhood- literature review. Acta Obstet Ginecol Port 2012;6(4):193-198

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