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Palpites na criação dos filhos, como lidar?

By dezembro 13, 2019agosto 15th, 20205 Comments

Basta que uma mulher anuncie a sua gravidez para que a enxurrada de palpites na criação dos filhos. “Dicas” sobre o que comer, como se movimentar, o que deve ou não ser feito comece a aparecer. E esses palpites não vêm só de mães. Aquela pessoa que “leu uma vez em uma postagem na rede social” certamente vai mencionar se determinado alimento faz bem ou mal pro bebê. Pode anotar!

Mas, a boa notícia é que, muitas vezes, basta estampar o sorriso no rosto e fingir que concorda que o assunto morre naturalmente. A má notícia é que os palpites não vão parar com o nascimento do bebê ou dos bebês. Após o parto, durante o puerpério, já começam os palpites sobre a criação dos filhos.

Veja a seguir algumas dicas de como lidar com os comentários indesejados, feitos fora de hora, e não deixe que isso estrague uma fase tão importante como a criação do seu bebê.

Sorria e finja que está levando o palpite a sério

Tem palpite interessante? Tem. Todos os palpites são úteis? Não. Todos eles vêm de pessoas bem intencionadas? Também não. Na dúvida, sorria e finja que está levando aquele comentário como algo útil. Se não estiver com energia para debater a respeito ou discutir, o melhor a fazer é não prolongar o assunto.

Afinal, sem uma resposta, o papo morre sozinho e você fica livre para sair de perto do palpiteiro.

Diga que está seguindo orientações do pediatra

“Ai, mas por que o seu bebê ainda não está na introdução alimentar?”, “Nessa idade, os meus filhos já dormiam sozinhos no berço”… Só quem já ouviu ou leu esse tipo de comentário sabe o quanto ele pode ser prejudicial na vida de uma mãe ou de um pai.

Afinal, além de parecer que o palpiteiro está dizendo que o seu filho não está desenvolvendo como se espera, é como se a pessoa dissesse que os pais estão errando em alguma coisa.

Nesse caso, vai ser muito difícil sorrir em resposta. Portanto, a dica é responder com “entendi, mas estou seguindo a recomendação do pediatra” ou “não se preocupe, o pediatra diz que está tudo caminhando de forma excelente”.

Mas não deixe que essas comparações sem fundamento deixem você para baixo ou despertem uma ansiedade desnecessária.

Afinal, sempre que houver dúvida sobre algum comportamento do seu pequeno, o melhor a fazer é, de fato, conversar diretamente com um profissional. Dar ouvidos aos palpites não ajuda em nada. Afinal, nenhuma criança é igual.

Aceite que erros acontecem

É claro que você quer conduzir a criação do seu filho com perfeição, mas acontece que isso é impossível. Não existem pais perfeitos. Aceite que essa jornada é nova tanto para você quanto para o seu pequeno, e que, muitas vezes, não existem respostas certas.

Mesmo que não seja o seu primeiro filho e você já tenha passado por tudo isso, cada criança é única e a sua criação deve ser conduzida de forma igualmente única. Sendo assim, trate esse período com mais leveza. Aceitar que os erros fazem parte tira o peso dos dedos apontados e críticas negativas.

Esteja sempre bem informado(a) sobre cada fase do bebê

O melhor antídoto contra o incômodo dos palpites é a informação. Afinal, pais bem informados não levam palpites a sério, pois já estão devidamente seguros sobre o que fazer e o que não fazer.

Por isso, o ideal é sempre acompanhar fontes seguras que tratam sobre a saúde e a criação dos bebês e, mais uma vez, conversar sempre com profissionais.

Por mais que aquela tia diga “criei 7 filhos assim e estão todos com saúde”, leve em conta, antes de mais nada, a opinião do pediatra que conhece o seu bebê não só por fora, mas também por dentro – por meio dos exames médicos, histórico familiar, etc., além de super escutar seu instinto materno, paterno.

Confie no seu tato

No fundo, só você sabe o que se passa dentro da sua casa. Só você conhece o seu filho, a personalidade dele e a forma como ele reage a determinadas coisas. As pessoas costumam palpitar a partir de breves momentos de convívio com o seu pequeno, sem sequer imaginar como é que as coisas funcionam no contexto todo.

Por exemplo, imagine que durante um almoço com a família toda reunida, o seu pequeno, que adora legumes, rejeite um pedaço de brócolis. Basta contar os segundos até alguém dizer “meus filhos sempre comeram de tudo quando eram pequenos” ou “ah, criança é assim mesmo, sem pulso firme não comem nada”.

Percebe como os comentários, além de desnecessários, não condizem com a sua realidade ou com a realidade do seu pequeno? Por isso, o melhor a fazer é confiar no seu tato e na forma como você conduz a criação do seu bebê. Afinal, ninguém sabe da sua vida melhor do que você, lembre-se disso sempre!

Aqui no Blog há, inclusive, um conteúdo muito especial sobre amamentação, escrito pela Dra. Naira, ginecologista e obstetra, listando algumas coisas que, normalmente, as pessoas não sabem sobre o assunto. Também aqui, um conteúdo sobre os primeiros passos do bebê, escrito pela pesquisadora dra. Ana Paula, explicando que até os sapatos que os bebês começam a andar podem influenciar no desenvolvimento, caindo por terra muitos palpites alheios. O que prova, mais uma vez, o quanto cada experiência é vivida de maneira única.

Olhe pelo lado bom

“Existe um lado bom nos palpites sobre a criação dos filhos?” Você pode estar se perguntando. A resposta é que existe sim um lado bom.

É por meio dos palpites que você passa a se entender melhor como pai ou mãe, descobrir tudo aquilo que faz ou não sentido e distinguir o certo do errado dentro daquilo que acredita. Não é mesmo?!

É possível evitar os palpites?

Apesar de muitas vezes esses comentários sobre a criação dos filhos aparecerem de forma inesperada, sem que ninguém peça, há algumas formas de inibi-los sim. Veja:

  • Ter a sua própria rede de apoio, ou seja, grupo de pessoas com quem você sente segurança para desabafar sobre os desafios da criação dos filhos sem receio de julgamentos;

  • Evite comentar coisas como “meu filho está tendo problemas pra dormir” ou “não consigo fazer essa criança comer vegetais” em voz alta. Afinal, você corre o risco de alguém querer palpitar sobre o que fazer ou o que não fazer;

  • Tente não abordar pautas que já costumam lhe causar insegurança com pessoas que você sabe que são do time de palpiteiros. Isso só fará com que essas pessoas sintam-se no direito de opinar, e aí a chance de ouvir um comentário desnecessário e que não vai ajudar em nada, é grande.

Gostou das dicas sobre como lidar com palpites sobre a criação dos filhos? Conte aqui nos comentários qual foi o palpite mais absurdo que você já ouviu.

Noeh, tecnologias para cuidar da vida!

Espero que tenham gostado! Se tiver dúvida é só perguntar!

Um abraço apertado, com carinho da Noeh

Referências:

7 pessoas que não deveriam opinar na criação dos seus filhos

‘Mom-shaming’: mães sofrem com críticas e palpites sobre como cuidar dos filhos

Mãe precisa de ajuda, não de palpite