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Conheça os 6 principais problemas de visão na infância!

A visão é um dos sentidos que permitem nossa interação com o ambiente. Por isso, o sistema visual se desenvolve desde a gestação, passando por momentos cruciais nos primeiros meses de vida. Mas, afinal, quais os principais problemas de visão na infância?

Bem, eles podem acometer diferentes estruturas e exigir diferentes tipos de tratamento. O mais importante de tudo é ter bastante atenção para diagnosticar e iniciar o tratamento o quanto antes, além de adotar medidas de prevenção.

Dessa forma, é possível viabilizar o desenvolvimento físico e cognitivo, que se baseia na observação de gestos e condutas. Os 3 primeiros meses são decisivos, mas vale lembrar que entre 2 e 3 anos a criança já atinge a visão de adulto. Vamos às doenças!

1. Glaucoma congênito

O glaucoma, por si só, é uma doença caracterizada pelo aumento da pressão intraocular. Quando se trata do glaucoma congênito, o problema está presente desde o nascimento devido a um defeito estrutural.

Neste caso, ocorre o desenvolvimento inadequado do chamado ângulo de filtração iridocorneana. Em outras palavras, vai impedir a drenagem do humor aquoso, um fluido presente no interior do globo ocular.

Consequentemente, há o aumento de pressão na região, que pode lesar o nervo óptico e causar cegueira completa, se não houver tratamento. Nas crianças, existem alguns sinais importantes, como:

  • aumento do globo ocular;
  • lacrimejamento;
  • sensibilidade à luz.

O diagnóstico é feito pelo oftalmologista, por meio da aferição da pressão intraocular e da espessura da córnea. Já o tratamento é cirúrgico e, como visto, vai prevenir a evolução para complicações.

2. Catarata congênita

Vamos agora a mais um problema congênito: a catarata! De forma geral, essa condição se caracteriza pela opacificação do cristalino. Essa estrutura, por sua vez, é a responsável por direcionar os raios luminosos para a retina.

Uma vez na retina, as imagens são formadas. Porém, quando o cristalino está opacificado, existe um obstáculo para o direcionamento dos raios, o que vai impactar na visão. Sendo assim, no problema congênito, a criança nasce com dificuldade para enxergar.

Vale ressaltar que a maior incidência do problema está no bebê cuja mãe apresenta infecções na gestação — sobretudo por rubéola. Complementando, pode acometer um olho ou ambos e deve ser diagnosticado em tempo hábil.

O teste do olhinho é quem atua como rastreio da condição e, idealmente, é realizado ainda na maternidade. Diante de alterações, viabiliza o diagnóstico precoce, bem como o tratamento que requer abordagem cirúrgica.

 

3. Retinoblastoma

Agora, vamos falar sobre uma neoplasia que afeta estruturas oculares: o retinoblastoma. Neste caso, trata-se de um câncer presente na retina imatura e que acomete cerca de 1 a cada 15 mil nascidos vivos.

Ele representa aproximadamente 2% dos tumores em crianças, sendo que a maioria se desenvolve até os 2 anos. Naqueles de caráter hereditário, o acometimento é bilateral em cerca de 25% dos casos.

Os sinais e sintomas da condição estão bastante associados ao grau de invasão. A princípio, pode ser identificado apenas um reflexo esbranquiçado na pupila e um desvio no olhar. Na medida que avança e atinge o nervo óptico, pode gerar inflamação e prejudicar a visão.

Para fazer o diagnóstico, é preciso contar com ajuda de exames de imagem. Quando o tumor é intraocular, a chance de cura é bem alta: atinge 90% dos pacientes. Já o tratamento envolve diferentes medidas, como enucleação, quimioterapia, fotocoagulação, dentre outros.

4. Ambliopia

A ambliopia é uma condição muito frequente nas crianças, a ponto de acometer até 3% da população infantil, sobretudo nos menores de 2 anos. Neste caso, estamos falando da redução da acuidade visual de apenas 1 olho.

Popularmente, pode ser chamada de doença “do olho preguiçoso”. O motivo disso é que o olho acometido vai apresentar uma falha no desenvolvimento. Portanto, o cérebro tenta suprimir a imagem desse olho afetado e considera apenas a do “olho bom”.

Isso é um grande problema, pois o “olho preguiçoso” tende a evoluir para o desuso e, se não tratado, pode até ter perda permanente da visão. Geralmente, a causa mais associada é o estrabismo, caracterizado pelo desalinhamento ocular.

O diagnóstico é feito pela avaliação das acuidades visuais e identificação da causa. É justamente isso que vai guiar o tratamento e, nos casos de estrabismo, é comum o uso dos famosos tampões oculares.

5. Erros de refração

Miopia, hipermetropia, astigmatismo… você já deve ter ouvido falar sobre esses termos, certo? Bem, na visão normal, os raios luminosos atravessam as estruturas oculares e são direcionados para a retina. Se houver algum erro na refração, temos alguma das condições citadas.

Na miopia, por exemplo, os raios são direcionados para um ponto à frente da retina. Isso gera uma visão nítida para objetos próximos e borrada para os distantes. Já na hipermetropia, a imagem é formada atrás da retina, o que deixa ambas as visões borradas.

Por último, no astigmatismo os raios luminosos são direcionados para vários pontos distintos. Portanto, vemos que cada tipo de erro vai gerar um sintoma diferente. Porém, no geral, há queixa de desconforto ocular e dores de cabeça.

O diagnóstico se baseia nos testes de acuidade visual e o tratamento é composto, basicamente, pelo uso de óculos ou lentes de contato.

6. Conjuntivite

Por último, vamos falar sobre uma doença inflamatória que acomete tanto adultos quanto crianças e é bastante contagiosa: a conjuntivite! Essa condição pode ter origem infecciosa, alérgica ou mesmo irritativa.

Geralmente é um quadro agudo, que se estende por alguns dias e não tende a cronificar. É caracterizada pela vermelhidão ocular, coceira, sensação de corpo estranho e lacrimejamento. Já o diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas dos pequenos.

O tratamento é feito de acordo com a causa. Se alérgica, remover o agente irritativo. Se infecciosa, tratar o agente causador. No mais, é fundamental prevenir o contágio. Nada de compartilhar travesseiros ou toalhas, certo?

Como você pode ver, os principais problemas de visão na infância podem estar presentes desde o nascimento. O pulo do gato para tratar uma condição é diagnosticá-la. Porém, isso representa um grande desafio, uma vez que nem sempre os pequenos vão conseguir expressar os sintomas das condições. Sendo assim, é papel dos pais redobrar a atenção aos mínimos detalhes e manter em dia os cuidados assistenciais, como consultas periódicas e exames de rastreio.

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Referências

Problemas de visão entre as crianças: como notar? Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Glaucoma infantil primário. Manual MSD.

Catarata congênita. Manual MSD.

Retinoblastoma. Manual MSD.

Ambliopia – Pediatria. Manual MSD.

Visão geral de erros de refração. Manual MSD.

Visão geral da conjuntivite. Manual MSD.

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